Dicas e pensamentos na guerra contra o Covid 19

Pois é minha gente. Mais um dia de confinamento. Mais um dia que, se não mantiver a mente e as mãos ocupadas, vem o “coisa ruim” pra fazer a pessoa pensar bobagem.

Senão vejamos: só hoje, entre as 10 h e as 17 h, já tentei me cadastrar no auxílio emergencial umas 10 vezes por hora; ouvi um monte de teorias da conspiração absurdas, como as de que manter os velhos em casa é que não espalha o vírus, o resto pode fazer o que quiser. Queria receber as mais absurdas que, tenho certeza, vocês estão ouvindo, lendo ou vendo.

Já dei uma olhada nas notícias para ver as sandices do mandatário, só para me deixar mais angustiada ainda. Nunca vi tanta maldade à flor da pele, e me desculpem os otimistas, mas não sairemos dessa situação melhores como pessoas, ou mais evoluídos, porque mesmo neste momento, olho para os lados e só vejo gente preocupada com o próprio umbigo.

Sim, é desesperador não ver nenhuma perspectiva do que pode acontecer, e a maioria do empresariado brasileiro ainda não percebeu que não terá benefícios ou reparações de perdas. Mas gostaria que estes pensassem que muitos não terão seus familiares de volta, ou alguma dignidade de volta. Tudo o que fazemos é lavar as mãos e fazer de conta que estamos fazendo nossa parte.

Mas, querem saber? A maior parte de nós não está fazendo nada! Em Diadema temos um decreto que deixa abertas as oficinas mecânicas, lojas de material de construção, farmácias, mercados etc., mas tem gente que não consegue entender o significado de “evitar ajuntamento humano”, e resolve usar o espaço de suas oficinas para fazer uma festinha de arromba.

Mas não é apenas isso. Sou uma pessoa religiosa e vou à missa ao menos uma vez por semana. Não agora, porque igrejas, templos, terreiros, seja lá o que for estão impedidos de funcionar para não haver aglomeração, certo? Errado!

Para situar o leitor, em frente à minha casa há um pequeno prédio que tem, pela ordem, uma empresa de gás automotivo no térreo, uma igreja evangélica no primeiro andar e uns apartamentos no segundo andar. Adivinhem que igreja está funcionando apesar da proibição?

Mas não é tudo. Briguei com uma amiga hoje. Ela é umbandista e o terreiro dela vai funcionar, seguindo algumas regras de distanciamento entre pessoas etc. Mas ela quis me convencer que o babá dela “não obrigou ninguém”, e que quem não queria ir “estava de frescura”, já que, segundo ela, iam ao supermercado para abastecer a casa.

Pois é… Não concordo não. Isolamento é isolamento, mesmo que algumas pessoas digam que é bobagem, que é gripezinha; que é coisa de comunista vagabundo. Para essas pessoas digo que em mais de 140 países há uma guerra para deter essa nova praga. Você está errada minha amiga, assim como estão errados aqueles que acham que esse isolamento é inútil.

Quer saber o que é inútil? Um camarada que se diz presidente deixar a população inteira mais angustiada do que já está só pra ficar provocando comoção e “botar o bloco na rua” a título de contenção. Espero que a “bundamolice” do cidadão brasileiro não lhe dê esse gostinho. Você pode adorar a ideia de ser ditador, mas não será. E no fim de tudo, quer saiamos evoluídos ou não, alguns de nós lutaremos por um novo modelo que tire os inúteis de qualquer chapa eleitoral. Quem sabe venceremos mais do que um vírus?

 

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