Difícil é ser mulher e chegar aos 59 anos

Difícil é ser mulher e chegar aos 59 anos

Começarei explicando que este post é um teste que escrevi para uma vaga de emprego.

Como já vi muitos dos meus testes publicados sem que eu fosse contratada, resolvi que postaria no blog também.

Para ser bem franca não escolhi nenhum dos temas importantes a atuais apresentados para este teste.

E não foi por desconhecer os temas, mas porque vivi pessoalmente alguns deles.

Porém, nesta ocasião, estou vivendo um momento feminino diferente, que eu chamo de pós-menopausa.

É um momento tão complicado e relevante como todos os momentos das vidas de qualquer mulher.

Como se os complexos hormônios agregados ao cromossomo X já não fossem a causa de muitos males…

Antes de mais nada, calores e dores podem não ir embora com o fluxo menstrual.

Aliás, a fase após os 50 é complicada em todos os sentidos.

Se você está desempregada precisa praticamente implorar por algum trabalho.

Isso, no Brasil atual, se tornou ainda mais complicado.

Não importa se lutamos para ter salários iguais  quando desempenhamos as mesmas funções.

Ou se lutamos para ter voz e opinião.

Você já deu uma ideia, que foi descartada?

E depois viu essa ideia aceita como uma “grande saída” porque saiu da boca de um homem?

Pois é: essas são as ‘pequenas’ agressões que mulheres sofrem todos os dias.

Aliás, isso não melhora quando você envelhece.

Se tomamos atitudes um mínimo mais autoritárias, somos tachadas de megeras.

Mas um homem na mesma situação seria o “grande líder”.

Estou dando voltas só para dizer que de uma forma ou outra somos agredidas todos os dias.

Sexualmente, verbalmente, fisicamente, espiritualmente.

Lutamos tanto para sermos livres desses conceitos e preconceitos.

Mesmo assim a palavra FEMINISMO é pronunciada como se fosse um palavrão!

Às vezes por irmãs da espécie…

Antes de tudo, não confunda ‘Feminismo’ (que é a busca por direitos iguais), com o ‘machismo’ (que trata de segregar e manter privilégios).

Conquistamos algumas posições, que perderemos se cruzarmos os braços.

Ainda há muito o que fazer. Muito o que caminhar.

Temas como amamentação ou parto ainda estão na pauta do dia.

Estupros acontecem todos os dias com mulheres e meninas.

Uma mulher é agredida a cada 15 segundos no Brasil!

E muitas vezes somos atendidas por pessoas que não têm nenhuma compaixão pelas vítimas.

E em pleno século XXI.

Brigamos para manter direitos que querem nos roubar.

Ouvindo, como jornalistas, declarações de baixo calão enquanto tentamos exercer nossa profissão.

E não podemos deixar nenhuma mulher de fora.

Já basta desse assédio constante em todas as esferas.

Quero um mundo onde meninas não sintam medo de se expressar.

Onde mulheres possam caminhar.

Um mundo onde se aprenda a pensar.

Onde mulheres de 59 anos encontrem novos empregos e oportunidades sem serem chamadas de velhas.

Porque nós todas somos incríveis e podemos contribuir muito, até mesmo no aprendizado dos mais jovens.

Ou dando dando educação para quem não teve em casa.

 

 

 

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2 respostas para “Difícil é ser mulher e chegar aos 59 anos”

  1. Como tudo hoje vira rótulo, como quase todos tem uma opinião mesmo sem conhecer o assunto, ouço de homens, com sarcasmo e falta de educação criticar “as feministas” e mesmo de algumas mulheres, infelizmente.

  2. Pois é Beto. Infelizmente já ouvi muitas mulheres falando: “não que eu seja feminista”, como se fosse um palavrão