Economia Doméstica: disciplina fundamental

Economia Doméstica: disciplina fundamental

É essencial aprender a se virar em casa

No Brasil não existe nas escolas (públicas ou particulares) de ensino Fundamental e Médio uma disciplina chamada “Economia Doméstica”.

A noção mais próxima que temos disso é a visão distorcida passada em filmes e seriados de TV, nos quais vemos uma porção de mocinhas bobinhas, sempre assando biscoitos.

A visão estereotipada mostra as mulheres como coisas que fazem tudo para agarrar (e manter) um marido fácil.

O pior é nos passarem a visão de que a disciplina é uma total inutilidade. Mas não é.

A matéria Economia Doméstica, da qual existe até faculdade, é coisa muito séria e assim deveria ser tratada.

Nos dias de hoje, ela deveria ser ministrada em nossas salas de aulas a todos, meninos e meninas, porque é necessário que todos aprendam a se virar dentro de casa.

É essencial saber como a casa funciona e quanto gastamos para mantê-la

Em Economia Doméstica aprende-se, entre outras coisas, a planejar os gastos de uma família de forma a administrar as finanças pessoais e da casa.

Por exemplo: uma família de quatro pessoas (pai, mãe, dois filhos), quanto gasta por mês para se alimentar corretamente? E para se vestir? Morar? Se locomover?

Quanto se gasta com escola, incluindo o material escolar?

Quanto gasta com médicos, dentistas, produtos de higiene e limpeza, remédios etc.?

São cálculos intermináveis e, para ter uma vida satisfatória, é necessário fazê-los.

É preciso entender porque certos produtos que fazem parte do nosso dia a dia puxam a inflação para cima ou para baixo.

Por enquanto, deixamos apenas uma questão para o leitor pensar:

“Você ainda acredita que Economia Doméstica é uma disciplina para mocinhas que precisam aprender a cozinhar?”

Nem vou entrar no mérito do machismo, mas vou discutir que essa disciplina deveria ser ensinada nas escolas.

Talvez assim, nossas crianças soubessem a importância de se alimentar direito e cozinhar para elas mesmas.

Elas aprenderão também porque um joguinho ou um aparelho de celular não pode, nem deve, ser mais caro que o aluguel de uma casa.