Em nome da liberdade

Em nome da liberdade

Hoje é feriado, sabiam?

Hoje é feriado de 21 de abril, e no Brasil lembramos (ou deveríamos lembrar) Tiradentes. Bem, porque deveríamos lembrar? Porque ele é um símbolo de luta pela liberdade, ainda que tardia. No caso do Brasil, uma liberdade que não sabemos usar, que renegamos cada vez que alguém resolve usar de força para combater o que já está morto.
Temos muitas situações difíceis sendo vivenciadas em cada canto do país. Pessoas que entram por nossas fronteiras em busca de socorro; pessoas jogadas à margem da vida, sem esperança ou possibilidade de sair de lá. Gente que foi jogada à margem e está no meio do fogo cruzado, porque a violência não poupa crianças, mulheres, idosos e cidadãos de bem.
Mas, para alguns, só a força e a falta de liberdade são as soluções para um problema que foi causado exatamente por essa causa.
Tenho pena dos que pedem a volta da ‘exceção’, porque eles não têm caráter nem para conduzir suas próprias vidas. É por causa deles que escrevo esta pequena postagem. Quero lembrar Tiradentes, que não era “cidadão de posses”, e cuja pena foi a única morte revolucionária daquela tentativa de libertação.
Termino aqui deixando a pergunta: porque para alguns “Tiradentes” a liberdade é tão importante a ponto de não temerem a morte, enquanto para outros é apenas algo chatinho, que incomoda seu status quo?