Mais uma sexta-feira Santa sem poder celebrar

Mais uma sexta-feira Santa sem poder celebrar

Pelo segundo ano consecutivo estamos na maior celebração cristã e não podemos estar em nossas igrejas.

Nem podemos fazer a procissão do Senhor Morto, apenas acompanhar em redes sociais e TVs.

Isso me entristece um pouco, mas não quero pensar nisso, e sim que nós precisamos todos ter responsabilidade com a vida e a saúde das pessoas.

Mesmo que muita gente esteja debochando da dor e morte alheia.

Perdoai Senhor, eles não sabem o que fazem.

Minha tristeza se acaba quando penso que minha casa pode ser meu templo e, assim, eu peço que a paz reine sobre ela.

Porque há muitos que estão nos hospitais, nas ruas, abandonados, doentes e com fome e sem abrigo.

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Acaba quando vejo aquela alma que é caridosa e ajuda ao invés de julgar e condenar.

Hoje acordei com dois pensamentos na cabeça.

O primeiro: “este é o país onde as pessoas, ao invés de combater a pobreza, preferem combater o pobre”.

Coloquei entre aspas porque ouvi isso há muitos anos (não lembro de quem), e nunca me saiu da cabeça.

Apresento essa ideia na sexta da Paixão porque essa é uma verdade ainda hoje.

Com um número de desempregados absurdo e uma inércia dos poderes que chega a ser ofensiva.

Parece que o único plano é o do extermínio.

Não há nada que diga: vamos sair dessa. Vamos nos recuperar.  Vai melhorar.

Como se a própria esperança tivesse que ser esmagada.

Portanto, nesta sexta da paixão, ao invés de pensar no bacalhau do almoço, pense que as pessoas que estão desprotegidas e sem rumo na vida.

Eles não são um bando de indolentes.

Muitos perderam até seus meios de subsistência.

Parem de ofender essas pessoas e se portarem como certos soldados romanos, que humilharam, torturaram e mataram Jesus numa cruz.

Finalmente o segundo pensamento, que também foi ouvido há muitos anos, e que deveria estar nas mentes de todos, não apenas no dia de hoje, mas sempre…

“Jesus morreu de braços abertos para que não ficássemos de braços cruzados”.

Usem essa Páscoa para se tornarem pessoas melhores e, por favor, procurem se despir dos preconceitos e atuem para o mundo ficar melhor também.

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