Marcas tão famosas que dão nome ao produto

Marcas tão famosas que dão nome ao produto

Sua lista de compras só tem produtos de marcas famosas?

 

Quem nunca marcou, numa lista de supermercado, “bombril” – assim mesmo, com minúsculas – no lugar de esponja de aço? Ou “leite moça”, no de leite condensado, ou “pó Royal”, no lugar de fermento?
Ou ainda foi comprar um “Tupperware”, “Superbonder”, “Gillette”, “OB”, ou tirar uma “Xerox”?
É comum confundirmos, displicentemente, a marca com o produto que ela embala e nivelarmos a categoria inteira.
Mas, na realidade deter uma marca tão forte assim possui pontos negativos e positivos.
Os positivos são fáceis de destacar.
A marca ganha um destaque impressionante, e passa a não precisar mais de grandes verbas de publicidade: ela é feita todos os dias, milhares de vezes, amplificada pela boca dos próprios consumidores.
A partir daí, as portas estão abertas – na realidade, escancaradas.
E por elas, entram também os indesejáveis pontos negativos.
Cópias bem parecidas passam a entrar no mercado, confundindo o consumidor.
Ainda, a marca fica tão forte, que passa a ser vista pelo consumidor como a única comercializada pela empresa.

Será que a empresa só fabrica isso?

 
Isso preocupa empresas como A Xerox, por exemplo, cuja marca está associada sempre a copiadoras, apesar deste produto representar apenas 30% da marca hoje em dia.
Do mesmo modo a marca de panelas T-Fal, a primeira a trazer para o Brasil o conceito da panela antiaderente, que não precisa esfregar e que não descasca.
Rapidamente “t-fal” – agora em minúsculas – passou a ser sinônimo de utensílio de cozinha antiaderente.
O problema vem quando o consumidor acredita que qualquer panela antiaderente, mesmo de qualidade duvidosa, é fabricada pela T-Fal e põe em dúvida a idoneidade da marca.

A Henkel, detentora da marca de adesivo de contato Superbonder, tem outro tipo de dor de cabeça: a da falsificação.
Quando a empresa atinou que produtos com embalagem bastante similar com a de Superbonder, mas qualidade nem tanto, começaram a circular no mercado, investiu pesado no combate à pirataria.
O segredo para muitas destas empresas terem sua marca elevada ao pódio da sinonímia, foi a combinação de vários fatores.
O primeiro deles talvez seja o da necessidade.
Elas chegaram em um momento em que as pessoas realmente precisavam de seus benefícios.
Quando a Xerox chegou, o mercado corporativo perdia tempo com mimeógrafos e cópias na mão.
Foi uma revolução da produtividade.
A marca virou sinônimo de solução.
Um bom trabalho de marketing e investimentos em publicidade e distribuição fizeram o resto do trabalho.

Uma marca é um produto quando o produto vira marca

Quem já conquistou a condição de dar nome a uma categoria, está com lugar garantido no imaginário do consumidor, seja ele da geração atual ou das próximas.
Se estas associações duraram até hoje, podem até durar eternamente.
Elas são vitoriosas, pois, além de passarem ilesas pelo difícil momento de consolidação no mercado, e conseguirem fixar na mente de seus consumidores uma “impressão digital”.
Assim elas batizaram os produtos para os concorrentes que chegaram depois.
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