Muito além da árvore de Natal

Muito além da árvore de Natal

Conheça algumas tradições natalinas

Já é quase Natal e como todo ano, a gente espalha enfeites pela casa, monta árvore, presépio etc.
Tudo para colocar um visual bonito nas festas em família e melhorar o astral da casa.
Mas essas coisas não começaram hoje, muito menos com os primeiros cristãos.
A maior parte dos símbolos é fruto do sincretismo religioso.
Isso tornava mais simples a cristianização dos povos “bárbaros” e também trocava uns deuses por outros.
O dia de Natal colocado em 25 de dezembro era  foi a data em que os romanos do império comemoravam o “deus do sol invicto”.

E a árvore de Natal, toda enfeitada, começou com os rituais dos antigos povos europeus e asiáticos.

Mais de 3 mil anos antes de Cristo eles já usavam os pinheiros para celebrar o solstício de inverno.
Porque os pinheiros? Por serem plantas perenes e resistentes ao frio do inverno, eram sagradas e mostravam que algumas coisas são eternas.
Nas vésperas do solstício de inverno (22 de dezembro no hemisfério norte), os povos  nórdicos cortavam pinheiros.
E eles levavam para seus lares e enfeitavam de jeitinho que fazemos hoje, mas com coisas diferentes das nossas bolas e enfeites.
Essa tradição passou aos povos Germânicos, que colocavam presentes para as crianças sob o carvalho sagrado de Odin.

No início do século VIII, o monge beneditino São Bonifácio tentou acabar com essa crença.

Com um machado ele cortou um pinheiro sagrado, que os locais adoravam no alto de um monte.
Sabem o que aconteceu?
Ele falhou miseravelmente.
Vendo seu fracasso ele associou o formato triangular do pinheiro à Santíssima Trindade.
Seus ramos resistentes ao tempo foram comparados à eternidade de Jesus.

Nascia aí a Árvore de Natal.

Conheça alguns acessórios, lendas e histórias desta época do ano

Pisca-pisca – O fio com lâmpadas, que é utilizado para decoração de casas e árvores de Natal representa as estrelas.

Bolas de Natal – são esferas decoradas e coloridas usadas nas árvores de Natal.

Elas simbolizam os bons frutos, as boas colheitas, a fartura.

Papai Noel – O bom velhinho usado nas árvores de Natal representa a bondade.

A lenda do velhinho que traz presentes se originou na história de São Nicolau.

Dizem que três moças pobres precisavam de um dote para se casar.
Para que elas conseguissem, São Nicolau deixou dinheiro para pagar o dote das três moças.

Ah e ele não tinha trenó ou roupa vermelha e barba.

Esse Papai Noel que hoje vemos em toda a parte vem da cultura Pop.

Foi criado pela Coca-Cola em um Natal há muitos anos!

Ponteira – É aquela coisa que colocamos no topo da árvore de Natal.
Pode ser em formato de estrela ou uma bola com uma ponta,
Sempre tem algo para lembrar uma estrela e representa a estrela de Belém.
Seu formato aponta para o céu, como simbolismo do divino.
Guirlanda – Um círculo de folhas e frutas colocado à porta que atrai a fertilidade e a prosperidade.

 Presépio, São Francisco e Santa Clara

Uma representação do nascimento de Jesus em uma manjedoura na cidade de Belém.
Os profetas prediziam que o salvador nasceria na mais pobre cidade, em um local muito simples.
Basicamente, o presépio tem as figuras José, Maria, Jesus, os anjos e pastores, além dos animais.
Depois apareceram os três magos do Oriente para adoração.
O primeiro presépio do mundo foi criado por São Francisco de Assis em 1223.
Nesse ano, em vez de festejar a noite de Natal na Igreja, o santo fez a comemoração na floresta da cidade de Greccio, na Itália.
Ele montou uma manjedoura, e colocou animais para explicar o Natal às pessoas comuns.
Ele queria tornar a história acessível aos camponeses que não entendiam a história do nascimento de Jesus.
Diz a lenda que a missa de Natal foi vista por Santa Clara na parede de seu quarto, onde ela jazia enferma.
Lenda ou história, até hoje se montam presépios, de todos os tamanhos, formas e materiais, no mundo todo.