Primeiro post de natal!

Faltam alguns dias, mas vamos usar esse tempo para pensar no próximo?

Esses dias acordei e li uma frase que dizia algo como: “ame as pessoas e use as coisas, não vice-versa”. E em uma época como o Natal essa frase é bem verdadeira, já que começa uma verdadeira corrida às lojas, que, a exemplo dos ‘gringos’, começou na Black Friday.

Não estou dizendo que as pessoas precisem parar de comprar, porque isso gira a economia, mesmo que nossos governantes não saibam o que fazer com esse giro. Mas precisamos mesmo dar um tempo e ver o que estamos fazendo com as nossas vidas.

Estamos amando os nossos próximos mesmo? Ou estamos presenteando para nos desculpar pelas ausências, pelos descasos, por todas as ignorâncias? Muito bem meus queridos… deem presença e não presentes. Deem abraços e não cartões pré-fabricados com frases que não dizem nada.

Nessa época eu sempre gosto de lembrar minha família, a maior parte já em outro plano, meus amigos etc. Lembro minha mãe me fazendo desenhar alguma coisa que ela colocaria dentro do envelope da carta anual aos parentes da Itália. E pelos Correios! Muitos dirão: “que coisa mais ultrapassada! Estamos na era digital!”

Está bem, mas pensem que essa ‘era digital’ não existe para todos. Muitos estão à margem disso. Portanto, seja generoso e vá a uma agência dos correios. Pegue uma das milhares de cartas enviadas todos os anos ao papai Noel e tente realizar o sonho de alguém. Se você está pensando que essas crianças estão pedindo coisas impossíveis, vai se surpreender.

Há crianças pedindo emprego para os pais; um sapato que não esteja furado; uma roupa; um panetone. Não é difícil.

Sei que deveríamos fazer isso todos os dias. Tentar fazer algo por alguém, mas, já que não dá, ou já que nosso egoísmo atrapalhe muito, vamos fazer algo pelo menos no final do ano. Mas não façamos apenas para “aplacar a nossa consciência”. Isso só vai acontecer quando TODOS nós entendermos que não existe progresso real se milhões de pessoas são excluídas dele.

Não existe felicidade em ter coisas, mas em se doar todos os dias por alguém, sem olhar a quem. Ao invés de apontarmos nossos dedos acusatórios, vamos estender as mãos que ajudam. Se não puder doar ou não quiser doar, não invente desculpas. Não se justifique dizendo algo grosseiro e mau. Você não doou e ponto! Está no seu direito de doar ou não, mas não está no seu direito julgar e acusar o outro.

Quero que, neste post de Natal (o primeiro de dezembro!), você pense que não existe o próximo, porque o próximo é você mesmo.  E, finalmente, pense que a mais bela decoração de Natal não vai apagar toda a dor que existe no mundo, mas podemos apagar um pouquinho da que está próxima de nós.

E vamos rezar. Rezar muito! Para que sejamos pessoas melhores. Para que aprendamos o que significa misericórdia. Para que todos aqueles que estão pelo mundo, em meio a guerras, fome, doenças; abandonados à própria sorte sejam socorridos. Vamos rezar para melhorar o mundo e a nós mesmos.

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