A gente não quer só comida

A gente não quer só comida

A gente quer bebida, diversão e arte

Mais um artigo pra lá de pessoal, mas veja bem, esse é o MEU blog.
Tenho que falar de coisas que me tocam.
E é natal, a época em que eu fico mais sensível que corda de violino, esperando que alguém melhore; se converta; e quem sabe um anjo ganhe suas asas.

Vou fazer alguns pedidos que são difíceis, mas, vejam bem (!), não são impossíveis

Peço aos pais que eduquem suas crianças.
Ensinem a elas a diferença entre o certo e o errado.
Ensinem que as pessoas é que devem ter valor e não os objetos.
Que temos direitos e deveres e que a instrução que elas recebem na escola é a chave de ouro para o futuro.

Peço aos professores que não desanimem.

É difícil a tarefa de dar instrução, especialmente quando muitos pais estão delegando a vocês a educação que deveriam ter em casa.
É difícil, eu sei.
Persistam e tentem fazer os pais entenderem que vocês têm um dever, mas eles têm mais ainda, pois aquela criatura foi colocada no mundo por eles.
Peço a todos que exijam educação pública de qualidade; transporte público adequado; segurança; saúde e o direito a ganhar o sustento próprio sem ser mandado para a senzala.

Exijam dignidade! É um direito inalienável do ser humano!

Peço aos que me cercam que não tratem a arte (música, teatro, cinema, literatura, artes visuais etc.) como coisa desnecessária; mimimi de gente desocupada.
É difícil fazer vocês entenderem a importância da arte quando muitos não têm interesse nem de passar na frente de um museu ou uma biblioteca.
Nem vou falar de música, porque há muito não vejo um novo artista neste país que possa usar o título de “artista”.
Já que estou pedindo, rogo a vocês que exijam mais escolas, mais museus, mais bibliotecas públicas.

Conhecimento é um direito!

A falta dele não vai ajudar a construir a nação que precisamos urgentemente.
Temos que ter uma pátria.
Uma que vai além de símbolos auriverdes vazios.
Uma pátria que entenda de uma vez por todas que a violência não vai resolver nada, porque a violência é o próprio nada.
E dando os trâmites por findos, rogo que vocês escolham uma causa e lutem por ela se acreditarem justa.
Mas não façam isso apenas no final do ano.
Façam isso o tempo todo, porque o mundo está muito precisado de conserto, de amor e de respeito.

Eu quero a paz do mundo!

Dedico este artigo a Gregory John Smith, que há muitos anos vem trabalhando com sua Rede Cultural Beija-Flor para tirar crianças de situações de risco e dar a elas uma nova esperança por meio da arte, do esporte e do conhecimento. 

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2 respostas para “A gente não quer só comida”

  1. Obrigado querida! Os ingredientes da receita são Dedicação, Esperança, Trabalho, Amor, Educação, Honestidade, Compromisso, Ética, Humildade e tudo o que segue…. FELIZ SENSÍVEL NATAL!