A história dos doces típicos do Brasil

A história dos doces típicos do Brasil

Tem gente que nem quer saber disso, para elas basta comer o que tiver na frente.

Mas até essa realidade está mudando, e muitas pessoas querem saber, quem teve essa ideia?

Quem disse que fazer esse ou aquele doce daria certo?

É disso que eu falo neste post: como nasceram alguns doces típicos do nosso país.

Saibam, para início de conversa, que muitos dos nossos doces “típicos”, são, na verdade importados da Europa.

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Então, os portugueses trouxeram na bagagem várias receitas que estão no território nacional desde o tempo de Colônia.

E acredite, tudo, até uma receita culinária tem sua carga de história.

A rapadura, por exemplo, foi criada para transportar o melaço de cana para Portugal.

Aliás, diz a lenda, que a baba de moça era o doce favorito da princesa Isabel.

Desta vez não vou dar a receita, apenas falar sobre alguns doces e suas histórias.

Mas nada como saber mais e pesquisar.

Então: a internet está cheia de receitas. Pesquise!

Comida tem história!

Começando com um dos meus favoritos, o Bolo de Rolo, uma iguaria do maravilhoso estado de Pernambuco.

Diz a lenda, que nasceu em Portugal, onde era recheado de doce de amêndoas.

Bem… no Nordeste não tinha amêndoas, mas tinha goiaba e cana de açúcar.

Resultado? Um pão de ló finíssimo, enrolado com recheio de goiabada e adoçado com melaço de cana.

É uma receita tão incrível (e antiga!), que em 2008 o bolo de rolo foi reconhecido como patrimônio imaterial de Pernambuco.

Eu poderia dizer que Ambrosia é um dos meus favoritos também, mas a quem estou enganando? Adoro doces!

Popular em Minas Gerais, é uma mistura de leite, ovos e açúcar que também foi trazida ao Brasil pelos portugueses.

Alguns dizem que Portugal era um dos maiores produtores de ovos da Europa.

Sendo assim, esse ingrediente figura em diversas receitas de doces.

Mas também temos que lembrar que a maioria dos doces portugueses nasceram dentro dos conventos.

Essa doçaria conventual servia para aumentar a renda das irmãs, que usavam muita clara de ovo para engomar seus hábitos…

Então sobravam as gemas, que viraram quitutes ainda hoje existentes.

A versão brasileira, devido à grande quantidade de açúcar presente no País, é bem doce, de dar cárie no dente!

Doces de convento, portugueses, africanos, brasileiros

E o que tem no tabuleiro da baiana? Cocada!

Criada por conta da abundância de coco na Bahia, o mais típico dos doces não tem uma origem feliz, que é a escravidão.

Mas temos que dizer que o resultado é delicioso.

As escravas angolanas do Nordeste produziam (e até vendiam) esse doce para ganhar dinheiro para os “senhores” de engenho.

Então elas usavam dois ingredientes bem abundantes na região: o açúcar e o coco.

Hoje, as cocadas estão em toda a parte nas versões gourmetizadas.

Mas elas nasceram com as africanas e nunca devemos esquecer isso!

Tem gente que acha que Rapadura não é bem um doce, mas é.

Aliás, ela serve de alimento, até os dias de hoje, em muitas regiões do Nordeste.

Especialmente no sertão, onde a carência faz desse doce a principal fonte de sustento.

Enfim, não se sabe ao certo em que lugar foi criada a rapadura.

A história conta que era uma maneira de facilitar o transporte do melaço de cana do Brasil para Portugal.

Os tijolos de rapadura eram ótimos para conservar o produto durante a travessia marítima.

Bem, este doce aqui não está entre meus favoritos, mas é tão típico que eu não poderia deixar de fora.

O Sagu nasceu longe dos grandes centros coloniais brasileiros, lá na Serra Gaúcha.

Essa foi uma mistura cultural, que envolveu a mandioca nativa, parte das comidas indígenas.

Porém o processo de transformar essa goma de mandioca em bolinhas, foi ideia dos descendentes alemães.

E a mistura dessas bolinhas de goma com vinho, foi dos italianos.

O resultado é um doce parecido com uma gelatina de vinho com textura.

Como eu disse, não curto, mas conheço muita gente que não passa sem.

Ninguém vive sem açúcar

O Bolo de Macaxeira, ou bolo de mandioca, ou bolo de Aipim, como é chamado, dependendo da região, nasceu por conta da falta de farinha de trigo.

Desde os tempos coloniais, não somos grandes produtores de trigo.

Na verdade, o trigo, até boa parte do século XX era importado.

Então, na falta de trigo, resolveu-se usar uma raiz nativa daqui e que os indígenas apresentaram aos caras pálidas: a macaxeira (ou mandioca, aipim).

Daí para fazer bolo foi um pulo.

Diz a história que em 1808, quando a família real desembarcou por aqui, um dos doces servidos foi o bolo de macaxeira.

E falando em família Real, sabiam que o doce favorito da princesa Isabel era a Baba de Moça?

Outra sobremesa de origem portuguesa, foi criada a partir da receita de “ovos moles de Aveiro”.

Ao fazer a receita aqui, os portugueses acrescentaram o leite de coco, abundante no Nordeste.

Era uma sobremesa tão refinada, que só serviam em ocasiões especiais.

Conheçam as origens e aprendam mais

Se quiser conhecer mais alguns doces típicos que vieram de Portugal, leia o post sobre eles, clicando aqui no blog.

Mas recomendo também o livro de Luís da Câmara Cascudo, “A História da Alimentação no Brasil”, da Global Editora.

Aliás, há um documentário na Amazon, baseado em todas as pesquisas desse mestre.

Descubram porque a comida e os doces que estão no seu prato têm uma história e são parte de uma cultura que não deve ser destruída!

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