À procura de um emprego

À procura de um emprego

Ferramentas de busca realmente ajudam?



Procurar emprego em um mercado de trabalho do jeito que está já não é fácil.

A economia está mais do que encolhida, está massacrada sob um monte de entulho e ficando cada dia pior.

Eu digo para não perdermos a esperança, pois aí é que tudo vai para o brejo mesmo, mas está difícil sustentar a caeça no meio de tanta pancada e, com 15 milhões de desempregados, a coisa não melhora.

Entretanto, se o mercado é feroz para alguns, acreditem (!), para pessoas maduras é muito mais. Porque as ferramentas de busca via sites (empregos.com, trampos.com, infojobs, buscojobs etc.) têm algoritmos que dificultam a vida de quem está buscando um novo posto de trabalho.

Vou falar de algumas e usar meu exemplo para explicar: sou mulher, jornalista, tenho 60 anos e trabalho desde meus 13 (fui atendente de uma copiadora).

Tenho experiência profissional para preencher umas duas vidas e consigo me fazer entender em alguns idiomas, além de ser boa no meu próprio (o português).

Apenas no dia de hoje, recebi vagas de engenharia, contabilidade, ‘jovem aprendiz’ (obrigada por me considerarem jovem!!!) e estagiária.

Por mais profissionais e menos máquinas

Minha pergunta é: “que tipo de algoritmo é usado que não leva em conta a idade do candidato, experiência profissional, ou, valha-me Deus!, o cargo ao qual se candidata, que é o mais básico de qualquer curriculum?”

O mesmo algoritmo que entende a palavra “Analista”, mas não a palavra “Comunicação”. Temos analistas em todos os segmentos, então eu posso ser analista de laboratório clínico? Não. Eu não estudei para isso.

Sei que muitos profissionais, inclusive os recrutadores e selecionadores, foram substituídos por esses ‘computadores’, mas há um problema aí, pois enquanto aqueles profissionais usavam seus cérebros para pensar se este ou aquele candidato era adequado a uma vaga, a máquina só mensura algumas palavras aqui e ali. 

Pelo exemplo que eu dei, vocês acreditam que há um bom trabalho sendo feito? Creio que não.

Usando as mesmas vagas e entupindo as caixas postais

Mas o problema não reside apenas nisso.

Muitos sites de busca de empregos se repetem, enviando ao candidato a mesma vaga por vários dias seguidos, às vezes mais de uma vez ao dia.

Há ocasiões em que lhe mandam uma vaga à qual você já se candidatou, ou você entra no site de busca e percebe que a vaga não é exclusiva deles. A mesma posição está em um monte de sites pagos, como Manager, Catho etc., nos quais você precisa “fazer um pacote mensal” para procurar emprego.

Bem, corrijam-me se eu estiver errada, mas quando estamos sem emprego, precisamos economizar para pagar nossas despesas mensais e realmente não dá para despender mais uma verba, à qual nem saberemos se há retorno. Experiência pessoal? Não há!

E, por último, mas não menos importante: se algum responsável por esses sites mencionados estiver me lendo, com todo o respeito, as pessoas estão ali buscando trabalho digno.

Não somos um bando de folgados que quer tudo de mão beijada.

Muitos de nós estamos em situação difícil e precisamos que essas buscas tenham melhores resultados, de preferência, com uma resposta que não seja: Lamentamos, mas…

Lembrei de uma fala de um personagem de filme… Era algo como: “Você já viu o brilho nos olhos de alguém que consegue um emprego?”

 

 

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2 respostas para “À procura de um emprego”