O verdadeiro marrom glacê

O verdadeiro marrom glacê

Use castanhas portuguesas e se deleite!

Estou abusando das festas de fim de ano para falar de algumas de minhas preferências.
Não é que eu não goste dos pratos enfeitados e tal, mas é bom ter algo de paladar mais simples para rebater tanta ‘gordice’.
Então falemos aqui do marrom glacê.
Por favor, não confundam com aquele doce de lata, vendido como marrom glacê aqui no Brasil, feito com batata doce.
O verdadeiro marrom glacê é feito com castanhas portuguesas bem graúdas, cozidas em calda dourada de açúcar e baunilha.

Ingredientes:

– 300 g de castanhas portuguesas descascadas
– 450 g de açúcar
– 450 ml de água
– ½ fava de baunilha

Modo de Preparar:

Para limpar as castanhas:


Retire delicadamente a casca grossa das castanhas.
Muito cuidado para não quebrá-las, para essa receita é importante que elas estejam inteiras.
Coloque-as em uma panela com água e leve ao fogo.
Quando começar a ferver, conte 3 minutos e desligue.
Agora fica mais fácil de retirar a segunda pele das castanhas.
Retire tudo e leve-as para cozinhar em fogo baixo durante 10 minutos.
Depois, passe as castanhas em água fria para parar o cozimento e mantê-las firmes.

Para glacear:

Em uma panela, coloque o açúcar e a água e deixe ferver em fogo médio até que a mistura fique transparente.

Então, aumente o fogo e quando começar a formar uma espuma coloque a baunilha cortada ao meio.

Deixe cozinhar por mais 3 minutos.

Adicione então as castanhas limpas.

Quando começar a ferver de novo, conte 1 minuto, desligue o fogo e deixe as castanhas no xarope durante 24 horas.

No dia seguinte, retire as castanhas, reserve o xarope.
Leve o xarope ao fogo, e deixe ferver.
Quando começar a ferver, coloque novamente as castanhas e conte 2 minutos.
Repita esse processo por mais dois dias.
No quarto dia, retire as castanhas do xarope e coloque-as em uma forma com papel manteiga ou sobre uma grelha suspensa.
Deixe-as secar durante pelo menos 3 horas antes de degustá-las!

 

É meio trabalhoso, eu sei! Mas não é à toa que esse doce é vendido a peso de ouro em algumas partes do mundo.

 

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