Quando todas as abelhas morrerem…

Quando todas as abelhas morrerem…

Polinizadores em risco de extinção são ameaça à vida do ser humano

Três coisas me fizeram pesquisar sobre isso e escrever.
A primeira foi o meu artigo sobre alergias; a segunda, foi assistir (de novo!) o filme “Fim dos Tempos”.
O filme levanta a questão sobre a extinção de abelhas pelo mundo.
Finalmente a terceira razão foi um e-mail que recebi da AVAAZ.
O tema falava sobre a a extinção de colmeias no mundo todo por conta dos agrotóxicos e poluição.
Esses são fatores ambientais causados pela intervenção humana e que se tornaram problema mundial.
Existe uma frase atribuída a Einstein, que diz:

“Se as abelhas desaparecerem, a humanidade só sobreviveria por mais quatro anos” .

Só que isso foi na primeira metade do século XX.

Estamos na segunda década do século XXI e a coisa parece ter piorado.

Gostaria de falar muito sobre isso, mas vou apenas até o ponto do meu conhecimento sobre o assunto.
O problema da extinção das abelhas vai muito além do mel que elas fabricam e qualquer subproduto derivado.

Precisamos de polinizadores. E abelhas são insetos polinizadores.

Estudos realizados por órgãos como o IBAMA e a Embrapa verificaram o extermínio de abelhas.

Isso é causado por intoxicação com agrotóxicos.

Os estudos apontam que vários produtos têm a capacidade de causar colapsos e distúrbios em colmeias.

A intoxicação prejudica a comunicação entre as abelhas, impedindo o retorno às colmeias.

Isso leva ao extermínio dos enxames.

Muitos dos defensores do uso indiscriminado de agrotóxicos não pensam em nada.

As plantas que precisam dos defensivos agrícolas também morrem se o ciclo de polinização for cortado.

Sem polinização não há crescimento da planta.

E sem planta não há alimento.

Sem alimento não há mais nada.

Portanto, cada vez que você vir algum “defensivo agrícola” sendo usado indiscriminadamente, pense!

Estamos agindo para a nossa própria extinção.

Estudos em realizados em todos os continentes mostram que abelhas, borboletas, morcegos, formigas, beija-flores etc. estão ameaçados de extinção em função do uso de pesticidas e agrotóxicos.
É claro que o balé harmônico de polinizadores como o beija-flor em volta das flores, à procura do néctar é encantador.
Mas a maioria das pessoas desconhece como eles são essenciais à existência e manutenção da vida no planeta.

Relação de co-dependência

 

É cientificamente comprovado que pelo menos 75% das culturas do mundo depende da polinização para se desenvolver e gerar frutos.
Cientistas de todos os continentes concordam que a intoxicação dos polinizadores por agrotóxicos é uma grave ameaça inclusive à sobrevivência do ser humano.
A cada ano, os polinizadores naturais geram uma economia superior a R$ 483 bilhões, no caso das culturas beneficiadas pela polinização por insetos.
Temos a quantia astronômica de R$ 2,435 trilhões quando se trata dos cultivos dependentes da ação dos polinizadores.
O alerta é de que o declínio da quantidade de polinizadores reduzirá a produção de frutas, verduras e estimulantes (como café e chá) abaixo do necessário para o consumo atual global.

Nos Estados Unidos, a desordem e a desorientação das abelhas melíferas provocaram a perda de 90% das colmeias.

E na Alemanha, França, Suíça e Península Ibérica, o desaparecimento das abelhas foi relacionado ao uso de inseticidas.
O problema chegou ao Brasil e causou preocupação o extermínio de milhares de colmeias de abelhas africanizadas no estado de São Paulo.
É preciso exigir, entre as muitas coisas, que os órgãos responsáveis tratem mais seriamente a questão.
Uma das saídas é a capacitação de agricultores para conservar e utilizar os serviços dos polinizadores silvestres.
O uso de defensivos agrícolas mais amigáveis  é melhor.
Precisamos produzir alimentos melhores, mais saudáveis e também preservar esse equilíbrio tão frágil.
Olhem à sua volta.
Nossos atos podem acabar com a vida na terra do modo como a conhecemos.
Dizem que o homem sobreviveu à uma grande extinção.
Mas se ele continuar extinguindo tudo que se move, a próxima extinção será a nossa.


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